Posts Tagged ‘ preconceito ’

Bibas unidas \o/

A luta contra o preconceito e a bandeira da aceitação é levantada diariamente por homossexuais de todos os tipos e lugares, porém muitos têm se esquecido de algo muito importante: amar a(o) próximo(a). Sim, aquela coisa clichê e cafona que todos dizem mas ninguém faz. Porquê? Que o humor gay é ácido, isso é inegável, mas que o gay discrimine a bixa, o transexual, o veado e todas as ramificações de pessoa que gosta da pessoa do mesmo sexo, isso é inaceitável. Todo dia me deparo com pessoas que querem ser respeitadas mas não respeitam e dentre o meio gay é lamentavelmente crescente o preconceito dentre os diferentes “tipos”. As diferenças são inevitáveis em todo os meios, sempre haverão pessoas com mais diversificados modos de vestir-se e comportar-se, sempre houveram. Há gosto para tudo. Não há forma de todos viverem felizes e satisfeitos se essa diversidade não existir. Se a bibinha quer usar babylook rosa, se a trava quer posar de Lady Gaga ou se a raxa quer pagar de Cássia Eller ou Charles Chaplin deixe estar. Bixa preconceituosa é a coisa mais UÓHHH que eu já vi. Passamos tanto tempo sendo ridicularizados que agora que a coisa tá começando(embora lentamente) a mudar vamos nos tornar mesquinhos e discriminar uns aos outros??? Não neah?!!! Deixemos o preconceito pras mentes fechadas, pras pessoas involuídas, até mesmo por que para amar alguém do mesmo sexo e se aceitar é preciso um certo grau de evolução, não é?! Criticar em qualquer gênero e grau é dar passos para trás, regredir.
Bibas unidas jamais serão vencidas e viva a diversidade \o/
Como canta Shakira em “Rules”: Somos galhos da mesma velha árvore.

PS: Agradeço a TODOS pelos comentários. Continuem comentando e seguindo o blog no twitter.com/monologay
Em breve renovarei o visú. Por enquanto tá corrido.

Preconceito, que pouca vergonha

Seguidamente ouço pessoas dizendo: Eu não tenho nada contra homossexuais, mas prefiro poupar meus filhos pequenos de ter contato com isso. Também tenho visto muitos casos de pessoas que se dizem sem preconceito até descobrir a homossexualidade do filho(a) ou parente próximo e aí o quadro muda.Ano passado meu namorado e eu costumávamos ir com uma certa frequência a uma pracinha próxima ao shopping da cidade. Em nosso 3º passeio por la uma senhora com duas crianças nos viu de mãos dadas e (de vez em quando) dando uns beijinhos carinhosos(nada de exagerado e quente). Na mesma hora ela mudou a expressão no rosto e disse: Que pouca vergonha. Pegou as duas crianças pelos braços(quase arrastando-os) e saiu da praça. Gays crescem rodeados por héteros e isso não os torna héteros. Mas as mães de nossa sociedade temem o contato de seus filhos com a homossexualidade por acreditar que isso possa torná-los homossexuais no futuro.Meses depois na mesma praça estávamos sentados um de frente para o outro(de mãos dadas) até que apareceram dois marginais dizendo que não deveríamos ficar juntos alí. Antes de pensarmos em responder um deles acertou meu namorado no rosto com um soco, só deu tempo de eu puxa-lo e sairmos correndo. O mais animador foi ver um grupo de gente na praça gritando: pega, pega. Nunca tive tanto ódio quanto naquele dia.Pessoas dizem que as grandes massas não estão preparadas psicologicamente para a inclusão do beijo gay em locais públicos,nem de atos homossexuais diante da sociedade. Mas nós homossexuais temos de estar preparados para a exclusão e preconceito, temos de “entender a posição do hétero diante da situação”. Quantos suicídios e assassinatos já aconteceram por essa falta de tolerância(?). Será que é tão difícil simplesmente virar para o outro lado e ignorar?! Imagine se eu ficasse olhando e cochichando com meus amigos toda vez que um casal hétero se beija, abraça ou troca carinhos em um shopping ou praça, seja lá onde for. Pior ainda, se eu saísse por aí espancando héteros por demonstrar seu amor e carinho.

Parece estar ainda distante o fim do preconceito. Não prego e nem peço que as pessoas sejam a favor ou contra isso ou aquilo. Aceitam tanta corrupção, violência e muito mais, mas o amor de dois SERES HUMANOS é mais difícil de aceitar. Apenas quero acreditar que um dia o HUMANISMO será tendencia e os rótulos ficarão apenas nas garrafas. Como cantam os Tribalistas: “Um ser humano é o meu amor, de músculos de carne e osso, pele e cor…”