Humano, animal, sexual e carnívoro em primeiro lugar

Muito se fala e se critica a bissexualidade ou pessoas  que por vezes tem experiências sexuais variadas, mto se julga isso também. Dentro de uma sociedade onde até pouco tempo a homossexualidade era tida como condenável, envergonha-me saber que muitos gays discriminam os bissexuais, e sim eu já fui um deles.
Julgar as pessoas pela liberdade de terem a sexualidade em aberto sem definição ou rótulo é algo rídiculo pra um mundo já tão desenvolvido. Até mesmo porque quase todos nós já tivemos algum dia uma relação com alguém do sexo oposto (mesmo que como uma experimentadinha básica). Seja por ainda não saber sua natureza sexual ou por imposição da sociedade desde cedo de “como deve ser”, acredito que todos nós gays já passamos pelo outro caminho antes de seguir o arco-íris, não?! Bem, ao menos eu não acordei um dia e decidi beijar garotos e agarrar seus genitais pra ver se era isso que me satisfazia, veio ao natural.
O ponto (ao meu ver, óbvio pois sou eu a bixa filosófica no “monólogo” em questão #calabocamenteinqueta) é que acredito que nada, absolutamente nada, quando se trata de sexualidade deve ser julgado. Não temos o sentimento do próximo e nem o desejo correndo nas nossas próprias veias com a mesma intensidade que no “dele” corre e isso nos desqualifica da posição de julgadores ou críticos. Seja ao bi, ao trans ou ao travesti, todos vamos morrer e feder e estemos só de passagem nessa maravilhosa complicação que chamamos de vida. Transpiramos sexualidade e isso é o suficiente para existir tanta diversidade, todos queremos é a carne, não importa se ela vem com o rótulo que vier, desejo é tudo. Tem gente que come gado hoje e amanhã prefere frango, talvez depois peru, nos sábados viados e por aí as coisas vão.

Julgue aquele que nunca foi julgado, mas para mim “aquele” ainda está para nascer.

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    • Andreia
    • 8 de fevereiro de 2011

    Acho que a frase: “acredito que nada, absolutamente nada, quando se trata de sexualidade deve ser julgado”, a palavra sexualidade devia ser trocada por opção sexual ( “gênero sexual que a pessoa se sente atraída” – http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_sexual), pois sexualidade envolve as maneiras com que se busca ou espressa o prazer.

    Sendo assim, sua sentença defenderia até um pedófilo. Ele estaria imune de julgamento, o que eu discordo totalmente.

    Mas creio que é tudo uma questão de escolha de palavras. E no que refere-se a opçao sexual, concordo com o não julgamento.

    Kisses

    • Edu
    • 9 de fevereiro de 2011

    Eu acho que nem a pedofilia deve ser julgada. E sim tratada. Outros desvios, desde que identificados sem preconceitos ou pré-julgamentos morais duvidosos, também devem ser tratados. Não julgados.

    • Cleber
    • 16 de março de 2011

    Eu acho que a Andreia se equivocou quanto ao uso da palavra opção.
    Mas concordo com o autor do blog, não devemos julgar a sexualidade dos outros, inclusive a pedofilia. Que para mim é perfeitamente entendível, ao passo que a infância é uma criação recente, e o animal ser humano ainda não se adaptou totalmente a esta invenção. Como tantas outras que mais dão dor de cabeça do que facilitam a vida em si. Para mim um pedófilo é perfeitamente passível de ser boa gente, ser pedófilo não significa necessariamente praticar pedofilia, e sendo esta prática proibida legalmente em nosso país, convém, que o pedófilo não a pratique e sim pratique o auto controle de suas emoções e sentimentos.

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